Agosto 2010
Chineses ‘invadem’ o Japão para comprar os próprios produtos
É o sonho de todo o comerciante: o ônibus para na porta e despeja consumidores com dinheiro no bolso. É a nova invasão chinesa. Antes os produtos fabricados na China lotavam as prateleiras. Agora, eles enchem os corredores. A campeã de vendas é a panela elétrica de arroz, artigo popular na Ásia. Uma família levou logo três. Assim como em todo o mundo, jogos eletrônicos fazem sucesso entre as crianças e adolescentes chineses. Por isso, eles adoram a seção da loja onde estão os últimos lançamentos. Só que, neste caso, eles vêm ao Japão comprar produtos feitos na China. Um rapaz explica que os produtos vendidos no Japão, mesmo os fabricados na China, têm qualidade superior. Para o gerente, brasileiro, eles são os melhores clientes. As grandes marcas já perceberam que os chineses desejam qualidade. As maiores lojas do mundo de algumas grifes estão localizadas na China e a estimativa é de que, em cinco anos, o pais será o maior consumidor de artigos de luxo do planeta. Para os japoneses ver os vizinhos gastando, como eles faziam décadas atrás, pode ser ruim para o orgulho, mas é ótimo para os negócios.
Americanos cogitaram ‘tomar a Amazônia’ no século XIX, revela livro
Pesquisadores norte-americanos costumam chamar de paranoia a preocupação que os brasileiros têm com a ideia de intervenção dos Estados Unidos na Amazônia. Por mais que atualmente não haja nenhum indício real deste tipo de interesse na região da floresta tropical no Brasil, a história revela pelo menos um momento, no século XIX, em que políticos dos EUA discutiram a ideia de ocupar o território no norte do Brasil.
Em entrevista ao G1, o escritor do livro “O sul mais distante” (Cia. Das Letras), Gerald Horne, professor da Universidade de Houston, especialista em escravidão nas Américas, essa idéia surgiu em 1850, quando o chefe do Observatório Naval dos Estados Unidos, Matthew Fontaine Maury, sugeriu que seu país evitasse a Guerra Civil e continuasse expandindo sua produção de algodão com mão de obra escrava levando toda a estrutura, incluindo os escravos africanos, para a região da Amazônia brasileira. Segundo Horne, Maury era interessado em deportar escravos norte-americanos para desenvolver a região com um plano de “tomar a Amazônia do Brasil”.
Horne, comenta ainda que por mais que o país continue se envolvendo em guerras pelo mundo, a situação mudou e nenhuma ação do tipo é sequer cogitada pelos americanos. “Hoje, não é necessário nem dizer, não há possibilidade desse tipo de intervenção. Especialmente por conta da ascensão do Brasil, que está desafiando a liderança americana na América Latina. O Brasil é mais forte, o mundo mudou”. Maury costuma ser citado como tendo sugerido que os políticos americanos deveriam forçar o Brasil a permitir a livre navegação de barcos americanos na Amazônia porque o Rio Amazonas era “uma extensão” do rio Mississippi.
Em “O sul mais distante”, livro de 2007 que acaba de ser publicado no Brasil, Horne explica que as relações entre Brasil e Estados Unidos americana foram muito intensas por conta da escravidão nos dois países.
via: G1
Últimas tropas de combate dos EUA deixam o Iraque

Militares americanos anunciaram que a última brigada de combate dos Estados Unidos em atuação no Iraque deixou o país, pouco mais de sete anos após o início do conflito.
De acordo com a rede de televisão americana NBC, a 4ª Brigada da 2ª Divisão de Infantaria iniciou, nas primeiras horas desta quinta-feira, horário local, a travessia por terra até o Kuwait.
A retirada acontece duas semanas antes do fim do prazo dado para a finalização das operações de combate, em 31 de agosto.
Mesmo assim, o Departamento de Defesa dos Estados Unidos não confirma que a retirada da brigada marque uma antecipação no fim destas operações no Iraque.
Informações dão conta de que a maior parte dos quatro mil homens que fazem parte da brigada deixou o país em um comboio de veículos blindados.
Mesmo assim, o Pentágono continua ressaltando que o fim oficial da Operação Liberdade Iraquiana – a missão militar dos EUA no país – continua programado para o final do mês.
Cerca de 56 mil soldados americanos devem continuar no Iraque até o final de 2011, para auxiliar forças iraquianas e proteger os interesses dos EUA. Estes soldados permanecerão armados, mas só serão autorizados a usar suas armas para defesa pessoal ou a pedido do governo iraquiano.
Fim das sacolas plásticas?
Uma lei que entrou em vigor na Cidade do México prevê multas e prisão para comerciantes que distribuírem gratuitamente sacolas plásticas a consumidores.
A lei prevê detenção de até 36 horas e multas entre 57.460 pesos mexicanos (cerca de R$ 7,9 mil) e 1.149.200 pesos (R$ 159,4 mil) aos infratores.
A lei estabelece também que os comerciantes da capital mexicana só poderão vender sacolas plásticas que forem biodegradáveis.
Com a medida, o governo diz que espera reduzir o consumo diário estimado de 20 milhões de sacolas plásticas.
A Lei dos Resíduos Sólidos foi aprovada em agosto de 2009, prevendo o prazo de um ano para sua implementação.
Em uma coletiva, a conselheira jurídica do governo da capital mexicana, Letícia Bonifaz, disse que a nova lei não pretende lançar uma “caça às bolsas”, mas sim apenas reduzir seu uso.
Por sua vez, a líder do partido governista PAN na Assembleia Legislativa da capital, Maria Gómez del Campo, pediu aos moradores da Cidade do México que adotem uma cultura de reciclagem e disse que uma possível flexibilização da lei não é negociável.
